A Câmara Municipal, o Sport Lisboa e Benfica, a Benfica SAD e a Fundação Benfica formalizaram, no dia 7 de março, um acordo que prevê a plantação de 50 mil árvores autóctones em Oliveira do Hospital.
O acordo, assinado na cerimónia de inauguração da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital, prevê a plantação das árvores no concelho ao longo de cinco anos, assim como a dinamização de sessões pedagógicas de educação ambiental, promovendo a sensibilização da comunidade para práticas sustentáveis.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, Oliveira do Hospital, “terra de gente grata, mas também de gente responsável, tem de dizer um bem-haja ao Sport Lisboa e Benfica, à Benfica SAD e à Fundação Benfica por este protocolo, que é sobre cuidar bem deste chão comum que é o nosso território”.
“Cuidar bem numa área que sofreu não só com os incêndios, mas também com as tempestades que assolaram o país desde o início do ano, implica o Benfica, generosamente, disponibilizar, durante um período de cinco anos, 50 mil árvores. Estamos a falar de muitos hectares para plantar com espécies autóctones e de deixar uma marca forte de transformação positiva e de responsabilidade social do Benfica”, vincou.

Com isto, acrescentou, “pensamos no bem que se está a gerar, na transformação da paisagem, por cada árvore plantada e que vinga, mas também na consciencialização de cada criança, de cada jovem, de cada associação, de cada escuteiro e de cada escola envolvida no processo. Estamos a criar uma equipa forte e vencedora para regenerar ambientalmente o concelho”.
Presente na cerimónia, o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, apontou a missão do Benfica de reflorestação de territórios fustigados pelos incêndios “como um exemplo a seguir”.
“Só em Oliveira do Hospital, quase 17 mil hectares foram impactados pelos incêndios de 2017. Em 2025 foram mais de cinco mil hectares. Portanto, uma iniciativa como esta é notável. Acho que é um exemplo daquilo que deve ser a postura não só de outras instituições e de outras forças vivas, mas também, de facto, daquilo que é a matriz da Fundação Benfica, de uma instituição tão reconhecida e que tanto faz pelo país como o Benfica. Em nome do Governo, quero aqui agradecer e, sobretudo, enaltecer este protocolo”, referiu.
“Este projeto vem complementar e impulsionar a estratégia concertada de plantar, limpar, gerir, valorizar e criar valor na floresta, na agricultura e na pecuária, mas, sobretudo, propiciar a segurança que queremos para as nossas populações”, sublinhou, referindo-se à complementaridade do protocolo com as políticas que têm vindo a ser implementadas pelo Governo.
No âmbito deste compromisso, que reforça a responsabilidade ambiental do Grupo Benfica e o compromisso institucional do Clube com a sustentabilidade ambiental, está igualmente prevista a mobilização de voluntários, numa ação conjunta do Clube e da SAD, que contribuirá para mitigar a pegada de carbono do Grupo Benfica. A parceria enquadra-se na estratégia de sustentabilidade do Benfica e da Benfica SAD, no âmbito da visão Redy – Ganhar em Todos os Campos.
Por sua vez, o vice-presidente da direção do Benfica e vogal do Conselho de Administração da Benfica SAD, Manuel de Brito, referiu que “esta é uma oportunidade única para chamar a atenção para as alterações climáticas que flagelam o nosso país e é também uma oportunidade única de ajudar esta região. Este protocolo permite isso”.
O vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Benfica, Domingos Almeida Lima, referiu que o objetivo “é que esta ação tenha continuidade”, em outubro e novembro, com toda a comunidade a colaborar na plantação, “que será uma grande ação”.