quarta, 01 maio 2019 11:31

Exposição alerta para o problema do lixo marinho

 

Até 8 de maio, encontra-se a decorrer a exposição “Os Suspeitos do Costume – Do Rio ao Mar sem Lixo”, que está instalada no auditório da Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital.

A iniciativa é promovida pelo Município de Oliveira do Hospital, no âmbito das atividades de Educação Ambiental da Bandeira Azul, e tem como público alvo os alunos do 2.º CEB.

Esta exposição pretende abordar a problemática do lixo marinho, em particular a acumulação de plástico, que tem vindo a ser identificado como um dos maiores problemas globais dos dias de hoje.

Assim, o objetivo principal é sensibilizar os visitantes para o facto do lixo marinho ter origem em atividades terrestres, como consequências dos comportamentos humanos, e ainda para o papel dos rios enquanto ponte de ligação entre terra e mar.

Com um forte pendor informativo e interativo, a exposição engloba várias componentes que abordam a problemática do lixo marinho com particular incidência para a excessiva utilização do plástico que, atualmente, mais do que reciclar é urgente reduzir como tem vindo a ser alertado por várias organizações a nível mundial.

“Os Suspeitos do Costume – Do Rio ao Mar sem Lixo” proporciona uma viagem ao fundo do mar – que é reproduzido como um local já muito poluído e onde a vida marinha, forçosamente, coabita com vários tipos de lixo – e onde os visitantes começam por assistir a quatro breves filmes de sensibilização sobre a temática.

Numa segunda parte, frente a frente com vários painéis informativos, os alunos ficam a saber quais são os “Suspeitos do Costume”, os resíduos mais encontrados durante as operações de limpeza das praias portuguesas.

Objetos tão diversos como os, mais comuns, cotonetes, palhinhas ou beatas a embalagens de comida processada, sacos, balões, entre tantos outros.

Estes ‘suspeitos’ são acompanhados pelas suas ‘penas de prisão’ que indicam o tempo de duração dos resíduos no mar, promovendo uma reflexão sobre a origem dos mesmos e o seu impacto na nossa vida.

Finalmente, num terceiro momento, divididos em duas equipas, os alunos participam num jogo interativo em que têm de cumprir uma lista de compras num expositor que retrata um supermercado.

O objetivo é que optem por fazer compras de forma sustentável utilizando recursos alternativos ao plástico e escolham os alimentos com o menor número possível de embalagens de plástico.

A visita guiada – cuja inscrição deve ser efetuada junto da Biblioteca (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar./ 238 692 376) – está a agradar aos visitantes que destacam seu caráter de alerta para a problemática.

Vicente, Joana, Marta e José são unânimes em afirmar que aprenderam “a ter mais cuidado com o plástico que usamos e não o devemos deitar no mar”.

“Aprendi que devemos reduzir, ou melhor, a não usar o plástico e vou dizer aos meus pais para utilizarem o mínimo possível”, garantiu o João.

O vice-presidente e vereador do Ambiente, José Francisco Rolo, que acompanhou uma das primeiras visitas sublinha “sensibilizar sim, formar consciências sim, mas acima de tudo temos que ser práticos: todos temos que reduzir o uso do plástico já, e todos temos de convencer os nossos familiares, amigos, vizinhos a reduzir, a mudar de hábitos – não se trata de uma moda, é escolher entre vivermos atolados em plástico ou em ambientes limpos; é escolhermos entre a vida ou a morte dos rios e oceanos; é escolhermos a vida e a saúde”.

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