quinta, 19 abril 2012 11:09

Projeto “Igualdade Local: Cidadania Responsável” apresentou Ações de Formação abertas à comunidade

O Municipio de Oliveira do Hospital, promotor do projeto “Igualdade Local: Cidadania Responsável”, dinamizado pelo pelouro da Solidariedade e Ação Social, apresentou uma das suas mais recentes iniciativas: duas acções de formação ministradas pela EPTOLIVA e dirigidas ao público em geral que versam sobre várias componentes para a educação sobre a igualdade de género.

A apresentação das duas ações de formação “Mainstreaming no Mercado de Trabalho, Educação e Vida Politica” e “Paridade na Vida Familiar”, motivou o encontro que teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal e que foi dirigido, sobretudo, a Juntas de Freguesia, Associações e colectividades em geral, bem como a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Os objetivos destas duas ações de formação, que irão decorrer entre Abril e Setembro do corrente ano, é dotar os formandos de competências no que diz respeito a uma abordagem integrada da igualdade de género desde a educação/formação, passando pelo mercado de trabalho e pela integração na vida pública e política. No que diz respeito à “Paridade na vida familiar” será abordada igualdade de género no contexto da família, nomeadamente no que respeita à não distinção entre tarefas femininas e masculinas, à partilha das responsabilidades parentais, bem como ao progressivo equilíbrio dos estatutos e papéis atribuídos a homens e a mulheres no seio familiar, referiu Nuno Gonçalves, em representação da entidade formadora, a EPTOLIVA, acrescentando ainda que cada uma das formações terá a duração de 21 horas e, de acordo com a disponibilidade dos formandos, poderá ser feita em horário laboral, pós-laboral ou ainda ao Sábado.

Questionado pela plateia, sobre a importância deste tipo de ações o Vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Vereador do Pelouro de Ação Social José Francisco Rolo, referiu que esta é “um projeto que visa trazer para o debate público supostos preconceitos, bem como as questões da igualdade entre homens e mulheres, e percebermos todos os passos que já foram dados nesse sentido e o que ainda pode ser feito. A partilha de responsabilidades, a existência de uma Lei da Parentalidade e de uma Lei da Paridade, foram grandes conquistas nos domínios da igualdade, que permitiram a valorização da mulher e do homem”. Mas também reconhece que “muitas vezes, quando afirmarmos a importância da igualdade e da partilha, outros dão uma gargalhada.

Mas já convivo com estas gargalhadas desde 2001, quando participei na equipa do primeiro projeto de igualdade de género desenvolvido da região da região da Beira Serra, promovido pela ADIBER, e hoje todos temos a noção do quanto se evoluiu nesta matéria”, acrescentou aquele autarca.

Recordando que o projeto “Igualdade Local: Cidadania Responsável” partiu de um desafio lançado pela antiga secretária de Estado Elza Pais, é co-financiado pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, José Francisco Rolo esclareceu que “não estamos aqui a fazer nenhuma iniciativa para promover o feminismo puro e simples, não podemos é encobrir o facto de haver certas desvantagens da mulher e do seu papel da sociedade, e uma tendência quês e vai agravando para a diminuição do papel da mulher, que é quem sofre mais com o desemprego e aufere menores de salários, quem é mais vitima de violência e abuso, por exemplo – apesar de tais fatos terem vindo a ser compensados pelas leis da paridade e da parentalidade, e pela  criminalização da violência, que hoje é um crime público”

Para o vereador com o pelouro da Ação Social, “assumimos aqui uma lógica de fazermos por valorizar as mulheres e nós sabemos por antecipação que, garantidamente, o futuro será das mulheres – elas são mais, são mais nas escolas, são mais nas universidades, são mais na  investigação, obtêm melhores resultados escolares, conquistam cada vez mais lugares de destaque nas vida profissional, etc, etc ”, enfatizou, observando que lhes resta apenas uma espécie de “handicap: “o dom fantástico da maternidade, que muitas vezes as impede de progredir técnica, profissionalmente em diversas domínios”. 

Muito embora reconheça que hoje há cada vez mais mulheres que ocupam lugares de destaque na vida pública, no setor empresarial e em grandes organizações internacionais, José Francisco Rolo destaca, no entanto, a importância de iniciativas que sensibilizem, eduquem e  promovam a igualdade de género, visto que “as mulheres são as grandes vítimas da violência doméstica, do desemprego, da precariedade e da exclusão social”.

Refira-se que uma das primeiras medidas do projeto foi a criação de uma LINHA DE APOIO a vítimas de violência (238 605 260) – destinada a mulheres e homens – considerada a evidência que “a violência doméstica está a aumentar”. Pelo que as vítimas têm, desde Setembro de 2011 uma linha de apoio à sua disposição.

Mais informações acerca deste projeto podem ser obtidas da página Facebook, pesquisando por “Igualdade Local Cidadania Responsável”

        

ptnlenfres

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