quarta, 03 maio 2017 15:07

CPCJ de Oliveira do Hospital sensibilizou comunidade para a prevenção dos maus-tratos na infância

A sensibilização e mobilização da comunidade para o combate aos maus-tratos na infância foram os principais objetivos das iniciativas a que a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oliveira do Hospital se associou e dinamizou ao longo do mês de abril. Uma vez mais a CPCJ de Oliveira do Hospital associou-se à iniciativa “Abril – Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância” e em parceria com a Rádio Boa Nova, foram emitidos dois espaços de informação e sensibilização sobre a temática. Na última semana de abril, a rádio local emitiu uma entrevista com Fátima Duarte, da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), bem como uma mesa redonda que contou com a participação de José Francisco Rolo, presidente da CPCJ de Oliveira do Hospital; Anabela Almeida, professora, membro da Comissão Restrita da CPCJ de OHP em representação do Ministério da Educação;

Alexandra Garcia, enfermeira coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade Pinheiro dos Abraços, membro da Comissão Alargada da CPCJ de OHP; Júlio Mendes, psicólogo, membro do Projeto “Escola + Feliz” e dirigente de uma associação juvenil; e Isabel Almeida, diretora técnica da Obra D. Josefina da Fonseca, membro da Comissão Alargada da CPCJ de OHP.

Frisando que “quem ama bem trata”, Fátima Duarte da CNPDPCJ considera que tem de existir uma constante sensibilização para esta temática, envolvendo toda a comunidade. Na entrevista concedida, a responsável refere que os “maus-tratos podem resultar de uma ação ou omissão”, várias vezes associados a negligência nos cuidados básicos da criança, tratando-se de um crime público que “todas as pessoas têm o dever de denunciar”. Convidada a deixar uma mensagem dirigida aos cuidadores, Fátima Duarte sublinha que a “infância e a juventude são alicerces de toda a vida” e que “as marcas que ficam na infância condicionam a vida da pessoa”.

Por sua vez, na mesa redonda realizada no dia 27 de abril, os intervenientes abordaram o papel da família, da escola e de todos os outros agentes na prevenção dos maus tratos na infância, com o presidente da CPCJ de Oliveira do Hospital a lembrar o chavão – “a melhor forma de prevenir um problema é impedir que aconteça”. A prevenção faz-se com pessoas, refere José Francisco Rolo que destaca o trabalho feito em rede com estratégias e formas de atuação em sintonia. “Temos uma Rede Social de excelência e bem preparada, atenta aos elos mais fracos, que são as crianças e os idosos”, acrescenta o também vice-presidente e vereador da Ação Social, que dirigindo-se ao auditório, conclui, “sintam a nossa missão como uma ajuda às crianças e às famílias. Estamos aqui para ajudar”.

Recorde-se que o “Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância” contou com outras iniciativas tais como a caminhada de sensibilização “mOHve-te por Valores”, promovida em colaboração com o Município de Oliveira do Hospital, com mais de 600 participantes, entre crianças do pré-escolar e do 1.º CEB, utentes de diversas instituições e sociedade civil, e que culminou com a formação de um gigante Laço Azul Humano para despertar consciências e interpelar a população para a prevenção dos maus-tratos. No centro da cidade esteve também patente uma exposição de trabalhos realizados pelas crianças nas respetivas salas de aula.

A participação no 3.º aniversário da Unidade de Cuidados na Comunidade Pinheiro dos Abraços dedicado à temática “Cuidados de Proximidade: Da Primeira Infância... à adolescência”, no dia 10 de abril, e no Encontro Inter CPCJ – que juntou as CPCJ de Tábua, Oliveira do Hospital e Arganil em Tábua (19 de abril) – subordinado ao tema “Residencialização de Crianças e Jovens: que alternativas?”, destacando-se os dois painéis técnicos sobre Famílias de Acolhimento e Apadrinhamento Civil, são outras iniciativas de destaque.

 

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